Acho que a maioria das pessoas concordam que o quarto é um dos melhores cômodos da casa, um lugar de descanso, de jogos, estudos e outras coisas mais calientes. Porém, as vezes pode ser um lugar que aprisiona.
Quando eu era criança, passava bastante tempo no meu quarto olhando
pela janela. Me perguntando o que tinha por trás dos prédios, das árvores e
quando eu iria conhecer tudo o que meu olhar não alcançava. (Por isso um dos
meus maiores sonhos e conhecer São Paulo todo.) O quarto é um lugar de sonhos, de
pensamentos. E alguns deles podem gerar frustrações.
Hoje esse cômodo está na linha tênue de bom e ruim, eu
consigo visualizar nitidamente a menina sonhadora que queria ter amigos e conhecer
vários lugares. (Que agora aos 25 não concretizou isso ainda.) Mas existe a
mulher grata que se deita e agradece pelos detalhes, que idealiza, planeja e
faz o que só 4 paredes sabem. (Não vão pensar besteira, hein.)
Por ser um lugar de muitas intimidades em vários sentidos, acaba
tendo diversas analogias. Por exemplo, ‘O quarto é o reflexo da sua mente’. E sinceramente
não discordo, o quarto contém a essência única de quem o habita e nele é depositado
muitas energias. Sendo assim, cada um sabe onde aquela peça de roupa favorita está
guardada, ou aquela que não serve mais, o que não faz mais parte do seu estilo
e precisa renovar e o que simplesmente só está ocupando espaço. As vezes essa
conversa nem é sobre o quarto mesmo.
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