Bem-vindo Novembro!
(Nunca tinha visto um Outubro tão longo.)
Vou começar esse post com um questionamento: "Quero saber se você vai correr atrás de mim, num aeroporto."
"Caju" da Liniker é uma das músicas mais ouvidas por boa parte das pessoas que conheço e por mim também, dita claramente que não se trata de amor raso. E eu concordo.
A música se inicia em um aeroporto no Japão, dando a entender que ela está em uma nova jornada e no decorrer da letra a dualidade entre um amor livre, a intimidade da relação e a insegurança de saber se a pessoa estaria correndo atrás dela em um aeroporto pedindo pra ela ficar. Mostrando a vontade de sentir segura.
[...]
"Eu me encho de esperança, de algo novo que aconteça
Quem despetala a rosa estará lá pro que aconteça?
Nuns dias, sou carente, completa, suficiente
Quero amor correspondente pra testemunhar
…
Quando eu alçar o voo mais bonito da minha vida
Quem me chamará de amor, de gostosa, de querida?
Que vai me esperar em casa, polir a joia rara
Ser o pseudofruto, a pele do caju"
Levando para o ponto de vista real, o quão incrível deve ser estar com alguém que sabe quantas tatuagens temos e que sabe qual é o nosso disco favorito. A insegurança de perguntar "se você vai correr atrás de mim" é tão verdadeira, pois pessoas intensas e dispostas a amar são raras. O que também me leva a pensar que TUDO, (mais uma música maravilhosa da Liniker) na letra de Caju é óbvio e que por estarmos acostumados com o básico e amores em vão a música expressa exatamente o que deveria (para quem se dispõe) ser comum e natural. É como se abrissimos uma nova perspectiva de amar e ser amado.
Parabéns Liniker pela boa reflexão.